Segunda-feira, Abril 26, 2010

Al Pacino, 70

Ele é um daqueles raros atores que conseguem dar vida até ao mais fraco dos papéis. Al Pacino nasceu no Bronx, filho de um casal de ascendência italiana e estudou interpretação nos anos 60 com Lee Strasberg, um dos mais famosos professores de artes dramáticas da época. Teve uma carreira breve no teatro – mas de respeito, com direito a alguns Tony – e alguns pequenos papéis no cinema, até ser descoberto por Francis Ford Coppola, que o escalou para viver Michael Corleone em O Poderoso Chefão, de 1972.

Coppola resolveu apostar no novato depois que Warren Beatty, Jack Nicholson e Dustin Hoffman negaram o papel. O arrependimento dos três deve ter vindo em seguida: a atuação perfeita de Pacino rendeu-lhe uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Apenas nos anos 70 ele foi indicado para o prêmio de melhor ator da Academia várias vezes, mas só conseguiu a desejada estatueta em 1993, pelo militar cego de Perfume de Mulher.

São muitos os bons filmes que tiveram Pacino como protagonista ou um grande coadjuvante, como (Scarface, os três O Poderoso Chefão, O Informante), mas o meu preferido é Um dia de Cão. Dirigido por Sidney Lumet, o filme tem um roteiro impecável, que fez dele um dos melhores thrillers de todos os tempos, e uma atuação desesperada de Pacino. Para quem não teve oportunidade de ver, é uma lição de bom cinema.




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